
Pois é....depois de muito tempo estou de volta.....
" A dança é uma forma de vida que conduzirá a humanidade a um crescimento permanente e a uma maior dimensão de nossa existência"

A menina dança sozinha
por um momento
A menina dança sozinha
com o vento, com o ar, com
o sonho de olhos imensos…
A forma grácil de suas pernas
ele é que as plasma, o seu par
de ar,
de vento,
o seu par fantasma…
Menina de olhos imensos,
tu, agora, paras,
mas a mão ainda erguida
segura ainda no ar
o hástil invisível
deste poema!
Mario Quintana

Técnica – A técnica seria na verdade, o lado objetivo e definido na arte. O conjunto de processos, que através da prática da disciplina diária do método, levam à especialização e fluência da linguagem artística em questão.
Técnica é a estrutura básica de ordenação e sistematização do trabalho (em nosso caso, o trabalho corporal), através do qual o corpo formará condições de resolver, desenvolver, operacionalizar e aprimorar uma linguagem de movimento específico.
Para que a leitura do movimento se resolva com clareza, é necessário manter a continuidade e o desenvolvimento do trabalho sobre a coluna dorsal do embasamento técnico, a partir do qual outras tendências podem vir a se desenvolver, ampliando as possibilidades de expressão, dentro do universo plástico e simbólico do movimento.
A técnica dentro do processo artístico deve ser encarada como um meio e não como um fim, pois esta última opção além de limitar a concepção integral do elemento artístico (interno – externo), limitaria também a linguagem e o encaminhamento artístico, dentro da corrente dinâmica da evolução histórica.
A estrutura básica acadêmica se torna Clássica, uma vez que sua concepção, seu conteúdo e sua função se tornam atemporais, sendo seu resultado de aplicação global e objetivo; desta forma, será estruturado um embasamento sólido, para que haja mais tarde, especificação de detalhes, nuances e tendências da linguagem plástica, que comporão o elemento de expressão, como um todo, dentro do processo artístico.
Ao se falar em técnica é importante falar em método, esclarecendo também, alguns pareceres a respeito de escola e estilo.
- Técnica: como já foi abordado, a técnica seria um conjunto de conhecimentos relativos a determinada linguagem artística.
- Método: seria a forma, o processo utilizado para transmitir pormenorizadamente a técnica, como estrutura básica, observando as etapas dinâmicas do aprendizado.
- Escola: esta por sua vez, surge pela absorção e assimilação depurada da técnica, criando-se uma personalidade quanto a linha de trabalho, levando-se em conta, ainda, as características sócio-político e culturais do meio no qual se desenvolveu.
Apesar das leituras individuais, que possam vir a ser feitas em cima de uma linha de trabalho, a resposta guardará constantes atemporais, que determinam a personalidade da escola.
- Estilo: o estilo, ao contrário da técnica, é temporal e diz respeito ao conjunto de qualidades e nuances de expressão, que caracterizam a arte, num dado período histórico.
Precedido sempre por fases de divergências, o estilo marca determinada época a partir da qual, ideias e características convergem numa só fase, impulsionando uma corrente artística que delineia e especifica o período.
O estilo reveste a técnica, sublinhando tendências e detalhes, tornando fluente a leitura artística do movimento, dentro da utilização de uma constante de recursos e construções, que caracterizam a fase estilística. O estilo confere ainda à arte a possibilidade de registrar o momento histórico, através de um filtro, de um prisma individual, que mesmo contendo matizes coletivos, tende a desaparecer simultaneamente ao desaparecimento do referencial criativo. O estilo possibilita ainda , ao criador, o desenvolvimento de tendências de estilos diferentes, no decorrer de sua produção artística, que virão a constituir fases distintas, sucedendo no tempo.
De forma abrangente, a ideia de estilo enfoca o princípio de “inter-relação” de constantes formais, na composição essencial da obra. Existem denominados particulares que atuam como pano de fundo estilístico, acomodando manifestações artísticas diferentes mas que, apesar das particularidades de estilo, refletem elementos comuns próprios da época que os reúne.
Articular a ideia de estilo, se torna um problema bem mais complexo, na medida em que constatamos a presença do sincretismo na composição do elemento artístico, não se prendendo a uma “pureza formal” de estilo.
Fonte: O Ballet e seu contexto teórico

"Para começarmos um bom trabalho, devemos sempre saber o que e onde vamos chegar. Partindo desta, devemos fazer uma analise dos grupos musculares a serem trabalhados em sala de aula. Podem ser com exercícios resistidos ou não. O que realmente importa é o planejamento, a execução e a finalidade destes. Os grupos musculares são normalmente divididos em grupos musculares maiores e grupos menores. Estes também são chamados de antagônicos. Alguns treinos para aumento de massa muscular são divididos desta forma. Os grupos musculares a serem trabalhados podem assim serem divididos: Peitoral e tríceps, costas e bíceps, pernas e ombros. Além é claro dos abdominais. Este é só um exemplo, pois existem muitas formas de dividir os grupos musculares a serem trabalhados e especialmente para que são trabalhados. As pernas muitas vezes sofrem com divisões como grupos musculares grandes, sendo trabalhados quadríceps e bíceps femoral( posterior de coxa) e gêmeos (panturrilha) com variação para glúteos em cada tipo de treino. Estes são alguns exemplos para treinos de força, resistência e fortalecimento. Mas podem tranquilamente serem usados como base para preparação física em sala de aula. Por exemplo, para peito podemos utilizar flexões de braço, com braço aberto. E para tríceps também flexões com o braço colado ao corpo mais fechado, ou mesmo utilizar um apoio colocando os braços para trás e fazendo agachamento tríceps. Para as pernas um bom trabalho de grand battement já ajuda muito. Faço a sugestão de iniciar os trabalhos dando a volta em sala de aula fazendo uma perna de cada vez alternada. Para alunas intermediárias fazer duas vezes em cada perna seguidas e depois alterná-las. E grupos mais avançados três repetições em cada perna seguidas e depois alterná-las. Pode-se também fazer variações neste exercício. Podemos colocar também um thunder flash ou mesmo um rond de jamb em l’air, este para iniciar antes do grand battement. Para trabalho de panturrilha(gêmeos) um bom trabalho de barra com plies e demi plies ajudam muito, desde que executados corretamente, especialmente em relação a postura das costas e dos joelhos. Sempre respeitando a idade e os níveis para saber a carga e repetições a serem aplicadas. Brincadeiras como uma carregar outra aluna nas costas dando uma volta pela sala de aula, respeitando os tamanhos e pesos equivalentes também são muito úteis. Ou uma simples carriola, onde duas alunas fazem juntas, uma pegando o pé da outra e a outra caminhando com as mãos no chão e fazendo uma caminhada também pela sala de aula ajudam a fortalecer os braços. O que quero dizer é que é possível fazer sim muitos exercícios em sala de aula sem ter aparelhos de musculação. E que estes são muito necessários para a formação, prevenção e melhora significativa na dança de cada aluna ou aluno. Mesmo sem nenhum tipo de aparato para outros exercícios, voce pode e deve mesclar as aulas com técnica, nomenclaturas, brincadeiras (em qualquer nível de classe desde que na hora certa) e ensaios. Uma boa divisão de grupos musculares irá melhorar e muito o rendimento de cada bailarino e bailarina. Sei que muitos ainda não se deram conta do que pode e vai ser melhorado com a aplicação da preparação física nas aulas. Infelizmente, como já venho escrevendo há tempos, muitas escolas e professores ainda só pensam em ensaios e festivais. Sejam estes competitivos ou os de final de ano, onde tiram o seu 13º. Com ingressos vendidos e outros. Pensem! Como bailarinos, bailarinas e responsáveis. Uma arte como a dança deve ser sempre bela e trazer prazer a quem a faz. De ambas as partes. E não é possível fazê-la sem muitas horas e horas de pratica e ensaios. Correto? Então como vai fazê-la e não se preparar para dançar e que ela dure? Sem exercícios de fortalecimento com certeza não será! O correto planejamento e divisão do trabalho é que ajudarão para que isto aconteça. Não é possível pensar em dança sem pensar que são os músculos os responsáveis para que tais ações aconteçam. E se eles estivem “ ESCULPIDOS” melhor ainda. Então deixo aqui meu conselho de prestarem atenção ao trabalho que estão fazendo, as aulas aplicadas e se há uma preocupação com a preparação física para que tudo descrito antes aconteça. E lembrem-se Uma dança com perfeição É uma dança com uma boa preparação. Por José Luiz O.Gioia é Diretor e preparador físico da Cia de dança GIOIA RARA. Atua como professor e Instrutor de musculação. Beijo e boa dança..... |

Saltos
"Neste artigo iremos usar termos mais técnicos para poder dar um embasamento melhor na execução de saltos.
Quando os músculos são mais requisitados do que a normal, eles são forçados a um trabalho extra para superar uma resistência ou carga.
Este trabalho conduz a um aumento de força, pois o músculo se contrai e a síntese de proteinas musculares é estimulada. Após um período de descanso e recuperação, novas proteinas são
construidas tornando as fibras musculares maiores em diâmetro e força. A força muscular é a quantidade máxima de força que um músculo ou grupo muscular pode gerar em um padrão especifico e movimento em uma determinada velocidade. A maioria dos atletas e muitos não atletas que treinam com pesos esperam que as ganhos em força e potência, produzidos por um programa de treinamento de força, resultem
em um melhor desempenho esportivo. Vamos sempre d
izer que os bailarinos são atletas artistas, mas que não fogem a certos princípios que aqui são descritos. O grau de benefício que um programa de treinamento de força pode transferir para a desempenho de um esporte, no nosso caso a dança, esta muito relacionado ao treinamento de potencia muscular, em que este desempenho esta em função da velocidade de execução de movimento e da força desenvolvida pelo músculo, caracterizando assim a definição de potência como sendo a velocidade em que se desempenha a trabalho, sendo "esta altamente dependente da força".
Apenas "dançar" não e a suficient
e. O bailarino deve superar seus limites técnicos e físicos adotando a pratica da preparação física diária absorvida no seu ensaio técnico para melhorar a performance, fazendo uma seleção de exercícios em função do exercício especifico de membros inferiores nos quais se deseja desenvolver a força explosiva de impulsão. De acordo com o tipo de aula praticado, tem-se um tipo de exercício especifico, para a balett contemporâneo, em que, a impulsão durante os saltos e normalmente feita com os dois pés ao mesmo tempo, saltos de ambos os pés para ambos os pés que se subdividem em: Aqueles dados diretamente em quinta posição chamgement de pieds, echappe, soubresaut; Feitos com um
movimento de um pé de quinta posição para quinta posição, como assemble, sissonne fermee, sissone fondue,sissone tombee, pas de chat, cabriole fermee ,jete fermee fondu. Portanto, o treinamento deve ser feito da mesma forma, já que o sucesso depende do poder explosivo que se caracteriza pela brevidade das realizações que por sua vez exige contrações musculares intensas com participação ativa da velocidade.
Contudo, para suportar a máxima solicitação dos tendões, ligamentos e músculos, os bailarinos mais bem preparados fisicamente, poderão ter uma melhor performance. Se o objetivo do treinamento for aumentar a velocidade de contração muscular e a capacidade reativa do aparelho neuromuscular, a bailarino deve treinar par meio de métodos que relacionem os movimentos específicos da dança em questão e a sobrecarga aplicada. Poder-se-á saltar mais alto e mais distante, treinando-se especificamente impulsão através de exercícios pliométricos, desenvolvendo um programa de força e endurance, flexibilidade e equilíbrio e objetivando-se resultados no aumento do grau de amplitude de movimento e desenvolvimento do potencial muscular total para elevação e sustentação de membros inferiores que se utilizam bastante na técnica das danças.
A execução de saltos profundos com carga tem como elemento principal o impulso, que deve ser elástico e muito energético, mas não pode provocar excesso de sobrecarga aos músculos e articulações. Estes métodos de treinamento podem trazer grandes benefícios ao potencial de ação elástica nos saltos dos bailarinos, pois as grandes grupamentos musculares, assim como as tendões e as articulações dos membros inferiores, precisam formar uma grande "mala" proporcionando saltos cada vez maiores e melhores, técnicos e coreograficamente, A velocidade de movimento tende a aprimorar-se em conseqüência do desenvolvimento do trabalho de força. Os programas de exercícios de fortalecimento muscular desenvolvidos principalmente para um esporte ou arte especificamente podem ser usados como parte suplementar do trabalho físico habitual aprimorando efetivamente as habilidades motoras e a aptidão individual. No balett, em contraposição aos demais esportes, as posturas de execução são consideradas fora do padrão anatômico.
O grau de rotação externa na articulação femoral e determinado, predominantemente, pela estrutura óssea e em segundo lugar, pelas características dos ligamentos articulares. Seu grau normal nos indivíduos em geral e de 40 a 50 graus em cada uma das articulações femorais, a que somado com o lado oposto, perfaz um angulo de 80 a 700 graus. Nos pés de um bailarino na primeira posição, chega a atingir 780 graus."
Os grandes saltos são realizados em posição en dehor, que consiste na máxima rotação lateral da articulação do quadril, dificultando e especificando ainda mais a forma do treinamento, já que os requerimentos para a especificidade dos exercícios devem ser satisfeitos totalmente, escolhendo assim a exercício competitivo principal com resistência adicional que deve ser aplicado na direção apropriada (na locomoção, horizontalmente) e não exceder o nível da técnica padrão. Deve-se trabalhar para a melhoria de tais saltos aproximando ao Maximo do movimento técnico especifico. Tendo como base os treinamentos de choque, pliométrico e de execução de saltos com sobrecarga é fácil demonstrar que um ciclo que estende e flexiona resulta em uma ação concêntrica mais poderosa, podendo ser trabalhado no balett através de exercícios como grand plies, demi plies, fondus, changementes e baterias, utilizando sobrecargas compatíveis ao exercício. Em contrapartida, acredita-se que os bailarinos podem ser submetidos a um treinamento de musculação, já que em situações com objetivo principal de melhora de potência e velocidade do movimento o desenvolvimento da força e um pré-requisito. Fato que torna imprescindível na prescrição o treinamento direcionado a estes, podendo ser trabalhado para gerar um aumento regular da massa muscular. Uma hipertrofia acentuada acarretaria em um aumento de peso muscular causando o efeito contrário na performance do balett que deve demonstrar leveza em seus movimentos. Portanto estude caso a caso, e veja a que deve sempre ser prescrito.